A infância é marcada por diversas fases que envolvem muitas transformações físicas, emocionais, cognitivas e relacionais. Em cada período, a criança apresenta diferentes formas de agir, sendo seres humanos em desenvolvimento, possuem necessidades específicas em cada fase, sendo indispensável aos pais, conhecer cada momento, para assim, poderem promover ambientes favoráveis ao desenvolvimento social e emocional saudável de seus filhos.
Em cada etapa do processo do desenvolvimento, a criança irá adquirir novas funções que a levarão às modificações qualitativas. De acordo com pesquisadores, até a criança alcançar certo grau de autonomia e independência, passará por etapas que, estão diretamente ligadas às condições biológicas e, também, social e familiar, ambientes em que a idade cronológica é um referencial que, possibilita observar de maneira indicativa, as fases das mudanças correspondentes a cada etapa do desenvolvimento infantil.
No que se refere as habilidades motoras, comportamento e reações da criança, ocorrerá também as transformações através das relações socioafetivas que no decorrer do tempo estabelece com o meio.
Durante os primeiros meses de vida, as habilidades motoras do bebê proporcionam apenas os reflexos que possibilitam sua sobrevivência, a medida que vão crescendo, são substituídos por atos voluntários, isto é, através das repetições de suas ações, tendo atenção aos objetos e eventos do mundo externo, iniciam as ações intencionais, sendo elas imitativas, por exemplo, buscando objetos de seu interesse com padrões de comportamento aprendidos, para atingir seus objetivos.
No momento em percebe ter perdido esse objeto, busca vencer os desafios para encontrá-lo, apropriando-se de atitudes de simbolismo como, acenar com as mãos. Todo este processo a partir do primeiro mês de vida, acontece mais ou menos, até um ano. Em paralelo ao desenvolvimento motor, sua forma de se relacionar com meio também vai sendo transformada desde os primeiros meses de vida.
Com relação ao desenvolvimento emocional, o recém-nascido estabelece o vínculo afetivo do apego através da amamentação e do colo, levando-o a desejar contatos constantes com a essa pessoa (mãe/figura cuidadora).
Até os seis meses, o bebê sente prazer nos movimentos através do corpo, no momento da alimentação e do colo, onde o choro é sua comunicação com o meio, sinalizando medo diante de barulhos altos e súbitos, por exemplo. Por volta dos quatro meses se inicia o processo de reconhecimento das pessoas mais próximas, apresentando reações diferentes de acordo com quem interage, expressando preferência por rostos conhecidos.
Entre 7 e 8 meses, o bebê começa a manifestar ansiedade com pessoas estranhas, tendo comportamento de medo e choro, sendo repetitivo até um ano de idade mais ou menos, a preferência pela mãe pode persistir até os dois anos. Durante seu desenvolvimento, a criança vai adquirindo habilidades motoras, e nesse processo suas relações emocionais e sociais também vão sendo construídas a medida em que consegue superar seus desafios físicos.
Quando começa a andar, o bebê passa a explorar o meio em que está inserido. A partir de 1 ano de idade, a criança não percebe que é totalmente dependente de uma pessoa, mas que é uma outra que também possui um corpo. A confiança básica adquirida proporciona a sensação de liberdade e segurança para a autonomia. Por volta dos dois anos ela está mais autônoma, pois, já sobe e desce escada, sua motricidade fina já está melhor e consegue segurar objetos, sendo capaz de brincar de faz de conta.
É neste período que muitos pais percebem que seu filho começa a manifestar atitudes negativas quando contrariado, tendo comportamentos de birra e choro.
De acordo com pesquisadores, a fase é considerada comum, natural da criança, pois, consiste em mostrar a outros o seu protesto diante das frustrações, a criança tenta afirmar a sua independência, o que muitos tem chamado atualmente da “Adolescência do Bebê” ou "terrible dois anos”. Este termo, "adolescência do bebê", tem sido muito utilizado para explicar o comportamento da criança quando se opõe àquilo que os pais pedem, digo, percebe que possui desejos diferentes, tendo uma percepção maior dos seus desejos de realizar escolhas. Não é uma atitude consciente, a criança acredita que tudo o que deseja precisa ser atendido.
Embora as crianças sejam dependentes nesta idade, elas conseguem fazer muitas coisas sozinhas, percebendo que, estão cada dia mais independentes dos pais, e embora sintam vontade de tomar decisões, a realidade é que precisam de ajuda na realização. Os conflitos familiares tendem a aparecer, não é simples, porém os pais precisam ter muita paciência e firmeza, não de maneira rude, mas demonstrando que está no controle da situação sem ceder as chantagens emocionais, pois a criança tende a testar os limites.
Os pais podem conversar com a criança sobre seu comportamento, em situações que envolvam escolhas, pode-se sugerir algumas opções que sejam pertinentes. No momento da birra, podem dar outras sugestões, tirando o foco da situação. Antes de um passeio traga o contexto, orientando a criança sobre o destino da viagem e o comportamento esperado, fale sobre limites, o que pode o que não pode e as possíveis consequências no caso de mau comportamento.
Se mesmo seguindo estas orientações a birra acontecer, coloque-se no mesmo nível de altura da criança, olhando nos olhos dela, explique o que aconteceu, é sempre bom que ela compreenda o que fez de errado. Não faça repreensões na frente das pessoas, evite o constrangimento.
Fique atento(a) no caso das crianças que apresentam comportamentos autodestrutivos, por exemplo: bater em sua própria cabeça, puxar seus próprios cabelos. Neste caso é muito importante procurar um profissional, pois alguma coisa não está bem.
Durante esse processo a criança não possui maturidade cognitiva e nem emocional para compreender o que está acontecendo, por isso, precisa do auxílio dos pais. O motivo é o próprio desenvolvimento, importante também expressar em palavras os sentimentos e emoções que o pequeno não consegue nomear. Vale lembrar que, é uma fase em que toda criança irá passar, porém, a forma de reagir é diferente para cada uma, sendo que esse comportamento opositor não é regra para todas a crianças.
Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site. Saiba Mais